Descobrindo a Colômbia: roteiro de 10 dias – Bogotá, Cartagena e Isla del Rosário

Resolvemos recentemente nos dedicar a conhecer a América Latina, com países sempre tão próximos e ao mesmo tempo distantes, sumariamente desconsiderados nos nossos planos de férias. Nessa empreitada, nossa segunda parada foi a Colômbia.

Conhecemos a Colômbia pós-Álvaro Uribe, controverso presidente (2002-2010) que estabeleceu um período de aparente paz e prosperidade em terras colombianas. As imagens de violência, drogas, atentados, sequestros, foram substituídas pela efervescência cultural, pelas noites animadas, pela rica culinária, pelas belezas naturais. Antes um destino impensável, agora imperdível.

Como sempre, tínhamos poucos dias de férias. Resolvemos em 10 dias conhecer Bogotá, Cartagena e Isla del Rosário, deixando San Andrés para uma próxima oportunidade. A escolha foi difícil, considerando as águas caribenhas que foram preteridas.

Nosso roteiro foi assim dividido:

1º Dia – Deslocamento a Bogotá, com tempo para aclimatação

2º Dia – Bogotá

3º Dia – Bogotá

4º Dia – Bogotá

5º Dia – Bogotá ⇒ Cartagena

6º Dia – Cartagena

7º Dia – Cartagena ⇒ Isla del Rosário

8º Dia – Isla del Rosário

9º Dia – Isla del Rosário ⇒ Cartagena

10º Dia – Cartagena

11º Dia – Retorno para casa

CÂMBIO

Quanto ao câmbio, ficamos dividas entre levar dólares ou reais. Optamos pelos dois. No final, o dólar se mostrou mais vantajoso, com pequena margem. Tanto Cartagena quanto Bogotá ofereciam taxas bem semelhantes, embora Cartagena não tenha muitas opções para a troca de reais.

O melhor câmbio que conseguimos foi em Bogotá, mas, considerando a aventura, não recomendo. Descobrimos, por acaso, um conjunto de casas de câmbio próximas ao Shopping Unicentro, em Usaquén. Ficavam no Edifício Epicentro, que é um prédio antigo tomado por casas de câmbio, em frente a uma larga avenida. Ali, vale a negociação, contando com cotações flutuantes. Mudam a cada segundo, a depender da encarada do balconista. Conseguimos as seguintes na época (fevereiro/2016), após intensa negociação: R$1 = 730 pesos; U$1 = 3080, sem cobrança de comissão. A aventura foi sair dali com o dinheiro, já que o local e os frequentadores não inspiram qualquer confiança.

O segundo melhor câmbio, muito mais tranquilo, foi dica de um amigo habitué de Bogotá. Seguindo essa dica, fomos ao bairro Galerias, onde há um centro comercial com inúmeras casas de câmbio (Centro Comercial Galerias). Ali, após pesquisa, optamos pela casa de câmbio Internacional Money Center, onde conseguimos trocar dinheiro com as seguintes cotações na época (fevereiro/2016): R$1 = 710 pesos; U$1 = 3030, sem cobrança de comissão.

Incrivelmente, o aeroporto de Bogotá também oferecia cotações competitivas, melhores do que aquelas encontradas no Centro de Bogotá e na Zona Rosa. Eram as seguintes na época (fevereiro/2016): R$1 = 690 pesos; U$1 = 3000, sem cobrança de comissão.

Em Cartagena, próximo à entrada principal da muralha, há também inúmeras casas de câmbio. Ali, as cotações também eram boas para dólares, uma média de U$1 – 3030  pesos. Por outro lado, o real era desvalorizado ou recusado.

Quanto aos preços, são próximos aos tupiniquins, sendo levemente inferiores em Bogotá e superiores em Cartagena.

CULINÁRIA

[em construção]

HOSPEDAGEM

Em Bogotá…

Em nossa busca, optamos por hotéis na Zona Rosa, considerando as atividades noturnas pretendidas. Embora a maioria dos pontos turísticos fique no Centro, essa região é deserta à noite. A Zona Rosa, por outro lado, pulsa ao anoitecer, com inúmeros restaurantes badalados, cassinos, bares, lojas, especialmente nas proximidades da Zona T.

Nesse panorama, escolhemos o pequeno e charmoso Hotel 84 DC. Somos só elogios a esse hotel. A decoração é contemporânea, os quartos são amplos, o atendimento é atencioso, a localização ideal (dispensa táxi noturno, perto de shoppings, como o Centro Andino, de alguns pontos turísticos, como o restaurante Andrés Carne de Res e Zona T, próximo ao Parque de la 93, em frente a um supermercado). Além disso, é 100% em termos de limpeza, o café da manhã é variado e fresquinho.

Em Cartagena…

Nos hospedamos na Casa de los Reys, hotel instalado em uma casa colonial na Cidade Amuralhada de Cartagena‏. De lá, fizemos todos os passeios andando e achamos um charme a rua na qual ele se localizava e as instalações.

Na Ilha do Rosário…

Escolhemos o Hotel Coralina Isla Boutique. Quanto a esse hotel, temos uma opinião paradoxal. Explico: escolhemos levando em consideração a localização e a aparente sofisticação do hotel.  No entanto, nos deparamos com instalações simples, o que tornou, a nosso ver, o preço elevado, revelando uma enorme disparidade entre o que é vendido e o que eles de fato oferecem.

Não considero que esse hotel esteja incluído na categoria de Hotel Boutique. Todo o serviço, considerando os quartos, áreas comuns e comida seguem uma lógica muito local. De fato, temos que considerar que a ilha está encrustada em uma reserva natural, portanto, possui algumas limitações, como, abastecimento de água, acesso a internet e oferecimento contínuo de energia. Não estou aqui falando que essas questões são deficitárias, mas que elas deveriam ser consideradas no momento da exposição do hotel e de cobrança do valor.

Ao final, também achamos a administração bem desorganizada em relação aos serviços que foram usados e à conta apresentada. Eles não demonstraram muito controle. Os serviços de transporte também foram problemáticos. Precisamos sair antes da hora do transfer para Cartagena e contratamos uma lancha, cara e não adaptada para atravessar o oceano em alto mar, transforando o retorno em um “Deus, nos acuda!”. Por sorte chegamos bem, mas foi muito tenso! De uma forma geral, nós teríamos ficado no hotel, sem restrições, desde que estivesse explícito desde o início que o hotel oferecia mais uma experiência “hoots” do que uma experiência caribenha luxuosa. Os passeios noturnos à “Lagoa encantada” e aos regaaetons da Ilha Grande foram uma vivência etnográfica fora do comum. Na nossa opinião, o diferencial do hotel é a possibilidade de aproximação com uma maneira de vida mais local. Mesmo levando em consideração as especificidades locais que dificultam a condições diárias, o preço está muito além do que é oferecido.

[Em construção]