BARCELONA: Montjuïc, Joan Miró, Plaça Espanya e Raval – Quarto dia de viagem

Foi muito difícil definir o roteiro de Barcelona. A cidade parece inesgotável. Era nosso penúltimo dia e, mesmo com outras opções em aberto, escolhemos ir ao Montjuïc, uma colina localizada ao sudoeste da cidade. De lá, tivemos uma linda vista de Barcelona e uma experiência cultural riquíssima.

Começamos por pegar um metrô e seguir até a estação Paral-lel, (Linha 2 e Linha 3), onde pegaríamos o Funicular que leva ao monte. Para nossa surpresa, o Funicular estava interditado. No entanto, eles disponibilizaram um ônibus que fazia o mesmo trajeto, cuja parada era do lado de fora da estação.

Ao chegarmos no Montjuïc, descemos numa parada de ônibus em frente ao ponto do Telefèric de Montjuïc. Os ticketes, comprados em máquinas na própria estação, custaram 9,72 euros (ida e volta).

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Esse transporte faz a ligação com o Castell de Montjuïc (Castelo), forte construído em 1640 e destinado a defender a cidade das tropas do rei da Espanha, Filipe IV. Ele já serviu também como prisão, até o ano de 1960. A entrada custou 5,00 por pessoa.

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Em seguida, fomos para a Fundació Joan Miró (Fundação Joan Miró). Após ser consagrado em Barcelona numa retrospectiva do seu trabalho, Miró decidiu legar suas obras à sua cidade natal. Foi assim que surgiu a ideia da criação dessa fundação. O prédio que a abriga forma uma interessante composição em linhas brancas encravadas no Montjuïc, com traços mediterrâneos, terraços e um pátio interior. O arquiteto que o projetou foi Josep Luís Sert, reconhecido por ter participado da Exposição Universal de Paris em 1937. A fundação, no entanto, não intenta somente reunir as obras do artista barcelonês, possui também uma biblioteca com rico acervo de arte contemporânea, abriga exposições temporárias, além de apresentações musicais e teatrais.

Lá, assistimos a um interessante documentário sobre a vida e obra de Miró, no qual foi apresentado que sua concepção de arte foi se transformando ao longo da vida. Ele passou a concebê-la cada vez mais como algo coletivo. Os objetos que ele usava, bem como a maneira de produzir, romperiam com a concepção de arte tradicional, elementos que o aproximaram da perspectiva surrealista.

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Saindo da Fundação, pegamos um ônibus e descemos nas proximidades da Plaça Espanya (Praça Espanha) e do Palau Nacional (Palácio Nacional), construído para a Exposição Internacional de 1929 e remodelado pela arquiteta italiana Gae Aulenti. Atualmente abriga o Museu Nacional de Arte da Catalunha – MNAC. Infelizmente, não conhecemos a parte interna, tampouco visitamos o museu.

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Seguimos para Las Arenas, a antiga arena de touros que foi transformada em um shopping após a proibição de touradas em Barcelona. A arena fica na Plaça Espanya, então caminhamos pouco para alcançá-la. Era hora do almoço e estávamos morrendo de fome. Pagamos 1,00 euro e subimos de elevador panorâmico para o terraço superior da Arena, que, além de nos oferecer linda vista, possuí excelentes restaurantes. Escolhemos o Cinco Jotas, que nos rendeu uma bela experiência gastronômica, apesar de ser um pouco caro (pagamos 41,00 por dois pratos com entrada e cerveja). O ambiente interno também é muito bonito.

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Las Arenas

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Vista da Praça Espanha e Palácio Real do alto de Las Arenas

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Ao descermos, andamos um pouquinho e avistamos uma das obras de Miró espalhadas pela cidade.

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Após, pegamos um metrô e fomos para o bairro de imigrantes Raval. Lá, passamos pelo Centre de Cultura Contemporània de Barcelona (CCCB) e pelo Museu d’Art Contemporani de Barcelona (MACBA). Não os visitamos, apenas entramos nas livrarias de ambos os centros.

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Ao final do dia, sentamos na praça do MACBA e ficamos olhando o movimento e a efervescência da região.

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