AMSTERDAM: museus, parques e Red Light District – PRIMEIRO DIA DE VIAGEM

Chegamos em Amsterdam no final de uma manhã de domingo. Pegamos um táxi da Station Centraal de Amsterdam para o nosso hostel (Stayokay Hostel), localizado ao lado do Voldenpark.  

Após o check-in, saímos em busca de um lugar para almoçar. Atravessamos o Voldenpark andando, passamos por um dos inúmeros canais e logo chegamos à Leidseplein, uma praça bastante movimentada, cheia de turistas, bares e restaurantes. Como a maioria dos lugares turísticos, os preços são estratosféricos. Almoçamos num restaurante argentino por ali e voltamos ao hostel para alugar as bicicletas.

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Com as bicicletas, locadas por dois dias no próprio hostel, saímos em direção ao Het Museumplein (Praça dos Museus). Essa praça reúne os melhores museus da Holanda: o Rijks Museum (Museu de Arte e História), o Van Gogh Museum (que possui a maior coleção de obras de Van Gogh do mundo) e o Stedelijk Museum (Museu de Arte Moderna). A praça, em si, já oferece um espetáculo de beleza e descontração. Nela, as pessoas andam, se exercitam e deitam na grama. Infelizmente, visitamos apenas o Van Gogh Museum, gostaríamos de ter tido mais tempo para dedicar aos outros.

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Het Museumplein

Rijks Museum

Rijks Museum

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Het Museumplein

É também na Het Museumplein que tem o famoso letreiro I AMSTERDAM. É bastante disputado, mas entramos na onda de subir nas letrinhas e conquistar nossa foto.

Após, seguimos de bicicleta para o Vondelpark, uma experiência muito prazerosa. Ele estava bastante florido, repleto de pessoas fazendo esporte ou piquenique. Exploramos toda a extensão do parque pedalando, passamos por pontes, lagos, canteiros de flores e mini festas.

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Vondelpark

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Vondelpark

No final da tarde, contornamos alguns dos inúmeros canais do centro de Amsterdam de bicicleta. Confesso que a experiência foi única, cheia de emoções, mas um pouco conturbada. O trânsito é bastante intenso, incluindo a disputa com outras bicicletas. Por causa disso, ao final preferimos deixar as bicicletas no hostel e sair para o Red Light District andando.

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Canais de Amsterdam

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Canais de Amsterdam

À noite, no Red Light District, o distrito onde concentra-se a prostituição em Amsterdam, passeamos pelas ruas e tomamos algumas cervejas em um dos seus inúmeros bares. Nos chamou atenção as vitrines nas quais as prostitutas ficam expostas, tal como já tinha visto em documentários e filmes. Para quem vem de uma sociedade em que a prostituição não é reconhecida como profissão e acontece de forma marginalizada, as deixando vulneráveis, foi surpreendente ver a disponibilização das casas de prostituição e até certo funcionamento voltado massiçamente para o turismo.

Há também algumas travestis prostitutas, mas as cabines possuem a luz azul, ao contrário das cabines das mulheres, que ostentam a luz vermelha. Observamos a dinâmica de contratação do serviço, as negociações. Tudo muito interessante! Fiquei bastante impressionada com a organização do trabalho das profissionais, inseridas em uma estrutura que confere muito mais segurança e autonomia a elas.

No bairro, existem também casas de shows, boates, bares, sex shops, coffee shops, museu e cinemas eróticos. Ouvi dizer que é proibido tirar fotos no local, mas ainda consegui registrar o canal que corta a área. O fluxo de pessoas é muito grande, turistas que parecem aproveitar a “liberdade”, o lugar onde tudo parece ser permitido.

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Red Light District

Passeamos ainda na Dam Square, a alguns passos dalí, onde um parque estava montado. O show de luzes deixou a praça muito mais bonita e agitada.

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Dam Square

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Obelisco chamado Dam, em homenagem aos soldados mortos na Segunda Guerra, Dam Square

Depois do jantar em um restaurante mexicano nas redondezas, voltamos para o hostel de táxi. Era possível ir andando, mas estávamos tão cansadas que resolvemos procurar um táxi grande que coubessem cinco pessoas.