UMA VIAGEM PELO SUL DA FRANÇA: campos de lavanda

Era nosso sexto dia de viagem e finalmente conheceríamos os campos de lavanda. No dia anterior tivemos uma pequena amostra do que encontraríamos, estávamos ansiosas. Escolhemos algumas cidades das “Rotas da Lavanda”, resolvemos não seguir certinho os percursos estabelecidos nas sugestões e nos mapas (clique aqui para ver as opções de rotas).

De manhã, já descansadas, passamos novamente pelos campos do Plateau de Valensole, fazendo diversas paradas. Ali, além dos famosos campos de lavanda, é possível ver também campos de girassol e trigo nesse época  (post sobre o planejamento da nossa viagem). Fomos uma semana antes da colheita da lavanda, quando os campos estavam completamente floridos. A imagem realmente surpreende, uma infinitude de lilás em terreno plano. A quantidade de visitantes é grande por lá, todos maravilhados e em busca da foto perfeita num dos cartões postais mais difundidos da França.

Consideramos o Plateau de Valensole o melhor local para observar os campos de lavanda. Lá, principalmente nas desertas estradas auxiliares, vimos os campos mais vastos e floridos da região. Encontramos os sonhados campos de lavanda em infinito, aqueles que terminam longe do alcance dos olhos.

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Campo de lavanda do Plateau de Valensole

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Campos de lavanda no Plateau de Valensole, vista de uma estrada auxiliar

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Campos de lavanda e girassol no Plateau de Valensole, vista da estrada principal

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Campo de girassol no Plateau de Valensole

Plateau de Valensole abriga quinze comunidades voltadas à produção dos chamados “produits du terroir” (produtos regionais), como mel, extrato de lavanda, trufas, óleo de girassol e azeite de oliva. É possível degustar esses produtos e seus derivados em diversas vendas locais.

Como há intensa produção de mel, os campos são repletos de abelhas. Durante nosso passeio, meu irmão foi agraciado por uma picada de abelha no pescoço. Para alérgicos, fica o alerta.

Após diversas paradas nos campos, fomos à cidade Allemagne-en-Provence, marcada pela ascendência e tradições alemãs. A cidade é pacata, conta com um castelo como ponto turístico principal. Passeamos rapidamente pelo centro, tomamos um refresco e seguimos viagem.

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Allemagne-en-Provence

Fomos então em direção à cidade de Riez, quando paramos na Maison de Produits du Verdon, localizada no caminho. Essa enorme loja condensa vários produtos regionais, com preços razoáveis. Lá, experimentamos uma dezena de méis, biscoitos e geleias artesanais. O mais diferente foi um biscoito de lavanda, perfume puro. Ficamos literalmente com as bocas perfumadas, o sabor persistiu por um tempo. Compramos ainda lavanda e sabonete. Simplesmente adoramos.

Biscoito de Lavanda

Biscoito de Lavanda

Nesse ponto, descobrimos que o mel da lavanda foi reconhecido como um dos gostos marcantes da França pelos Ministérios da Agricultura, Cultura, Ambiente e Turismo. Ele é naturalmente aromatizado, uma delícia.

Passamos então por Riez, mas não ficamos muito tempo. Seguimos quase imediatamente para ValensoleMane Forcalquier, nessa sequência. Fizemos rápidos passeios pelos centros dessas cidades, o tamanho reduzido facilitou.

Mane, por exemplo, estava completamente vazia, parecia uma cidade fantasma. Atribuímos isso ao feriado, foi uma experiência interessante. Valensole, que é situada sob uma colina, tem tamanho maior, movimento mais intenso e arquitetura semelhante às demais. Todas são belíssimas, com casinhas provençais, ruas estreitas, comércio local, dinâmica própria. Forcalquier, onde almoçamos, é um pequeno polo cultural da região da Haute Provence. Possui um movimentado centro e uma linda igreja no topo de uma colina, a Chapelle Notre-Dame-de-Provence. De lá, tivemos um lindo panorama da cidade e da região. Um verdadeiro espetáculo.

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Valensole – Place des Héros de la Résistance

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Valensole

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Valensole

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Mane

Abaixo, colamos umas fotos de Forcalquier, com destaque para a Chapelle Notre-Dame-de-Provence:

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Rua em Forcalquier

Depois do passeio na agradável Forcalquier, fomos para Sigonce e paramos num enorme campo de girassol.

Ao fim do dia, retornamos para Manosque, onde estávamos hospedadas. Era feriado nacional na França, o famoso 14 Juillet, comemoração da Tomada da Bastilha, marco da Revolução Francesa. Em busca de jantar, acabamos comendo numa pizzaria no centro antigo de Manosque, ao lado de um dos portões medievais da cidade. Procuramos bastante por restaurantes abertos.

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Porta medieval de Manosque

Quanto a Manosque, acabou sacrificada no nosso roteiro, injustamente. Não tivemos mais tempo para explorar a cidade. No dia seguinte, partiríamos para Marseille. De qualquer forma, é sempre bom ter motivos para voltar.

Nesse dia sonhei com lavandas, o aroma preenchia tudo.