GRÉCIA: último dia em Santorini

No nosso último dia em Santorini, resolvemos fazer um passeio de barco. O bilhete do passeio foi comprado em uma das inúmeras agências que existem no centro de Thira, com um dia de antecedência. Escolhemos o Tour pela Caldeira, que saía do Porto Velho de Thira, incluía uma visita na ilha vulcânica, uma parada para banho em uma fonte de água quente e, por fim, uma visita a Thirassia, um pequeno vilarejo de pescadores, onde almoçaríamos.  Na volta, o barco para em Oía, mas somente para desembarque, caso alguém queria ficar no porto de lá e não no de Thira. O passeio saiu às 10h30 e voltou 16h30.

De manhã cedo, saímos em direção à Thira, onde estacionamos o carro. Na descida para Porto Velho, escolhemos ir de teleférico ao invés de ir andando pelas escadas ou de burro.

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Porto Velho de Thira e o teleférico

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Teleférico que liga Thira ao Porto Velho

O burro, um dos símbolos de Santorini, tradicionalmente usado como transporte, é mais usado para subir os degraus e pode ser alugado no Porto Velho.

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Aluguel de burro como transporte no Porto Velho, em Thira

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Escadaria que liga o Porto Velho ao centro de Thira e alguns burros fazendo o transporte

Quando chegamos ao porto, nosso barco já estava quase saindo.

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Porto Velho de Thira

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Barco de passeio pela caldeira, Santorini

A primeira parada foi na ilha vulcânica. A caminhada pela ilha demora uns 40 minutos. A guia vai explicando tudo sobre os fenômenos naturais que ali acontecem. Passamos por um vulcão desativado e por um que entra em erupção de 70 em 70 anos, em média. Perto deste, a temperatura aumenta e o cheiro de enxofre é forte.

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Ilha vulcânica em Santorini

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Vulcão em Santorini

Após, seguimos para a fonte de água quente, onde as pessoas podiam mergulhar. A água nessa região contem substâncias que podiam manchar roupas e a pele e também não havia nenhuma faixa de areia. Decidi que não iria mergulhar e fiquei esperando a partida para Thirassia.

Em Thirassia, tínhamos a opção de almoçar em um restaurante nas proximidades do porto ou subir centenas de degraus largamente inclinados até Manolas, a cidade que fica no topo. Escolhemos a segunda opção. Nossa ideia era ir de burro, mas não encontramos lugar para locação. Foi dífícil, o sol era forte e o cansaço batia com violência. A chegada lá faz valer a pena todo sacrifício. O vilarejo é, segundo nos informaram no passeio, exatamente como era Santorini há algumas décadas. Atualmente a população da cidade diminuiu bastante e restam menos de 1.000 habitantes. Parece uma cidade abandonada, com algumas pessoas sobrevivendo da pesca ou do turismo.

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Porto de Thirassia e escadaria que leva a cidade Manolas

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Subindo para Manolas, na ilha Thirassia

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Vista do alto da cidade Manolas, em Thirassia

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Manolas, Thirassia

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Manolas, Thirassia

Almoçamos em um restaurante simples e aconchegante, com vista maravilhosa para o mar Egeu. Comemos moussaka e camarões fritos acompanhados pela mais gostosa cerveja grega, Mythos.

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Na descida, encontramos os burros subindo com outros turistas e ficamos chateadas por ter perdido a chance de subir no lombo do bichinho.

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Burros subindo a escadaria de Manolas, Thirassia

Quando chegamos ao porto, às 15h00, a embarcação já nos esperava. Acho que poucas pessoas tiveram a coragem de fazer aquela enorme subida.

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Thirassia

De volta à Thira, seguimos para a praia Kamari, onde no dia anterior, vimos um chuveiro. Já tínhamos feito o check-out no hotel e nosso voo de volta para Atenas saia a noite. Não podíamos viajar daquele jeito e não havia banheiros públicos na ilha. Então, resolvemos tomar banho no chuveiro da praia e trocar de roupa no carro.

Após, seguimos para o Porto Novo para devolver o carro. O funcionário da agência nos deixou no aeroporto e ficamos esperando a hora do voo.

O aeroporto de Santorini é relativamente bem estruturado, apesar de pequeno, sujo e desorganizado. Parece insuficiente para a demanda. A aeronave da Aegean era de arrepiar, pequena e sem turbina vindo direto de uma década longínqua. Foi uma viagem tensa. Chegamos em Atenas no início da noite e nosso voo para Paris só seria no dia posterior. Passamos a noite dormindo pelos bancos do aeroporto, depois de uma semana de viagem exaustiva. No entanto, cada minuto desses sete dias foram especiais, inesquecíveis e surpreendentes.