BUDAPESTE: despedida com banhos termais

Era nosso último dia ali, o voo de volta a Paris seria às 15h30. Acordamos cedo e, por e-mail, marcamos a hora do check-out com o proprietário do apartamento. Muito gentil, ele foi ao nosso encontro e, de quebra, nos levou até a feira dominical do Szimpla Kert. Nós já tínhamos ido ao bar na nossa primeira noite na cidade, mas não sabíamos dessa feira semanal de produtores regionais. Foi uma grande surpresa e pudemos observar a dinâmica diurna desse bar de ruínas tão peculiar. Um verdadeiro centro de cultura de Budapeste! Tomamos nosso café e provamos alguns pães bio. A feira é frequentada tanto por turistas quanto por moradores, que aproveitam para comprar produtos locais, sazonais, frescos e sem agrotóxicos, os famosos alimentos bio.

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Feira bio dominical no Szimpla Kert

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Feira bio dominical no Szimpla Kert

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Rua Kazinczy, onde fica o Szimpla Kert

Na mesma rua (Kazinczy Utca), há um café também do Szimpla Kert, onde paramos para conhecer e finalizar nossa refeição matinal.

Em seguida, pegamos um bonde, atravessamos a Ponte Elisabeth e paramos em frente ao Hotel Gellért. Construído em 1918, aos pés da colina que leva o mesmo nome, esse hotel abriga uma das fontes de águas termais da cidade. Além dos imensos banhos termais, de piscina com ondas e de saunas relaxantes, o próprio prédio, em estilo art nouveau, é um espetáculo!

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Fachada do Hotel Gellért

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Hall do Hotel Gellért em estilo art nouveau

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Piscina com hidromassagem no Hotel Gellért

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Piscina de ondas no Hotel Gellért

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Chegamos em Budapeste sem saber exatamente a importância desses banhos. Portanto, não levamos roupas apropriadas. Nossa intenção era comprar um biquíni lá mesmo. Na lojinha do hotel, contudo, a funcionária nos disse que poderíamos alugar um biquíni na própria terma. Pareceu uma ótima opção, já que os preços das roupas de banho estavam bastante elevados.

Compramos então nossas entradas para a parte interna (5.000 HUF individual) e nos direcionamos ao vestuário. Chegando lá, só havia maiôs velhos disponíveis para aluguel. Ficamos arrasadas! A entrada de pessoas sem roupas de banho era proibida e, quando tentamos sair para finalmente efetuar a compra do biquíni, descobrimos que não seria possível retornar se saíssemos da parte privativa. Foi quando tivemos a ideia de ficar com nossas roupas íntimas, usando nossas echarpes como saídas de banho. Essa foi uma situação um pouco constrangedora, embora bastante divertida.

Trocamos de roupa no vestiário coletivo e deixamos nossas coisas em um armário ali localizado. Existe opção de locação de vestiário individual, o preço é consideravelmente mais elevado.

Após, saímos de sala em sala, onde encontramos banhos com temperaturas que variavam de 18 a 40 graus, todos com decorações bastante curiosas, incluindo temáticas orientais. A conservação é mediana, embora fosse aparentemente limpo.

Em seguida, visitamos a Capela da Gruta, literalmente localizada nas grutas do Monte Gellért. A entrada foi gratuita, fato determinante para nossa visita. Naquela altura, nossos florins estavam contados.

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Fachada da Igreja da Gruta, no Monte Gellért

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Parte interna da Igreja da Gruta

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Monte Gellért

Quase na hora de irmos ao aeroporto, pegamos um metrô e descemos na estação central Deák Tér. Nas redondezas, poderíamos trocar nossos florins restantes e comer algo antes da viagem. Acabamos voltando à Praça Vörösmarty, onde estava acontecendo uma feirinha de domingo. Lá compramos algumas souvenirs, tomamos uma cerveja artesanal e comemos uma fatia de pizza. Ali também ocorre anualmente uma tradicional feira de Natal, com início em 1 de dezembro. Fora desse período, abriga uma feirinha com produtos típicos e música. Um point central de turistas, sem muito charme.

Para o aeroporto, fizemos o mesmo trajeto da chegada, indo até o final da linha 3, estação Kőbánya-Kispest e pegando o ônibus 200E. No entanto, uma parte da linha 3 estava fechada e tivemos que sair para pegar um ônibus que fazia o mesmo trajeto.

Budapeste, por vários motivos, é uma cidade que merece e até exige um retorno. Há muita coisa para conhecer. Três dias foram pouco. Como nossos passeios diurnos foram puxados, ficamos sem energia para aproveitar a agitada noite húngara, uma pena.


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