BUDAPESTE: Conhecendo Buda

Esse dia foi dedicado aos passeios no lado Buda, localizado à margem direita do Danúbio. Antes, contudo, ainda no lado Peste, onde nos hospedamos, fomos tomar o café da manhã no tradicional Café Astoria, restaurante do Hotel Astoria, que conta com mais de 100 anos. Para nossa surpresa, eles cobravam uma fortuna pelo buffet. Desistimos imediatamente. No entanto, aproveitamos para visitar rapidamente esse prédio histórico.

Na mesma rua do Hotel Astoria, encontramos o excelente Café Gourmand, que nos surpreendeu pela qualidade e pelos preços acessíveis. Tomamos quatro cappuccinos, comemos três croissants e uma omelete de queijo por 5.500 HUF. O ambiente simples e tranquilo também nos agradou.

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Após, pegamos um metrô e fomos até a estação mais próxima da Praça Clark Ádam, onde pegamos o funicular para a colina de Buda. O combinado individual de subida/descida custava 1.700 HUF. Essa praça fica exatamente em frente à Ponte das Correntes e o funicular faz uma ligação direta com o topo da colina, onde se localiza o Castelo Real e outros monumentos. Enfrentamos uma fila considerável, tempo utilizado para ler sobre a história local.

O percurso do funicular é muito rápido e proporciona uma vista espetacular de Peste, do Danúbio e das pontes que ligam os dois lados. Fique com os olhos atentos e desfrute a subida.

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Vista do Funicular da Colina de Buda

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Funicular da Colina de Buda

Já no topo da colina, fomos direto ao Castelo Real de Buda, onde estava ocorrendo um festival de vinhos. Como não somos muito de vinho, optamos apenas pela visita à Galeria Nacional da Hungria, localizada nas dependências do Castelo.

O Budapest Card nos permitia visitar “gratuitamente” os museus do Castelo, mas pagamos pela exposição Dada Surrealism – Magritte, Duchamp, Man Ray, Miró, Dalí. Depois de apreciarmos o excelente acervo da exposição, saímos passeando pelas ruas de Buda.

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Festival de vinho no Castelo Real de Buda

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Cúpula do Castelo Real de Buda

Nessa andança, paramos para conhecer o Labirintus (a entrada individual custou 1.500 HUF), localizado no subterrâneo do Castelo de Buda. Envolto por um clima de suspense e penumbra, o passeio não surpreende positivamente.

O tal Labirintus consiste em túneis subterrâneos, formados por correntes de água termais existentes naquela região. No passeio, caminhamos pelos túneis, que contam com algumas salas ambientadas, além da possível prisão do Conde Drácula. O labirinto pode ser um pouco assustador. Existem corredores completamente escuros com uma música de ópera tocando insistentemente. Estava vazio e, de repente, nos deparamos com uma visitante correndo desesperadamente. Foi uma experiência um pouco tenebrosa, um misto de terror e comédia.

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Entrada do Labirintus

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Após essa furada, conhecemos a Igreja Matias, cujo teto de cerâmica colorida e as torres em estilo gótico impressionam. Essa Igreja foi palco de importantes acontecimentos da história de Buda. Foi lá que o Rei Matias casou-se com Beatriz no ano de 1447. Também ali, Francisco José I, Imperador da Áustria (1848-1916), Rei da Hungria (1867-1916) e último governante da dinastia dos Habsburgo, foi coroado em 1867, juntamente com a então duquesa Isabel da Baviera.

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Igreja Matias em Budapeste

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Igreja Matias em Budapeste

Mortas de fome, almoçamos no restaurante Baltazár, onde comemos um goulash (espécie de guisado de carne bovina, com verduras e páprica) e um risoto de marisco com lagosta. O ambiente é muito agradável e a decoração muito bonita e moderna. O atendimento foi impecável, oferecendo uma cozinha que mistura elementos tradicionais e contemporâneos. O valor foi elevado, mas a experiência foi maravilhosa. Os pratos, acompanhados de uma sobremesa e duas cervejas, custaram 9.989 HUF.

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Após o almoço, continuamos nosso passeio pelas ruas de Buda e nos direcionamos ao Museu Hospital-Bunker. Inaugurado em 1941, esse antigo hospital funcionava como anexo do Hospital St. John, dispondo originariamente de 65 leitos.

Com a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial, o Hospital-Bunker foi expandido em 4Km, tendo sido então classificado como zona da Cruz Vermelha, a salvo de ataques. Depois da virada comunista, o hospital tornou-se local secreto de 1950 a 1956, ano que foi reaberto por dois meses em razão da Revolução Húngara. Após a Crise dos Mísseis em Cuba (1962), o governo húngaro passou a construir ali um hospital-bunker nuclear, mantido em total sigilo. Com estrutura moderna, o bunker nunca foi utilizado. A visita, de 1h20min, explica a história do local, passando por várias áreas perfeitamente conservadas. O passeio engloba mais de 1Km de túneis. Simplesmente imperdível!

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Exaustas e maravilhadas, ainda perambulamos pelas belas ruas de Buda, tão diferentes daquelas de Peste.

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À noite, descemos a colina de funicular e atravessamos a Ponte dos Cadeados andando, apesar da forte chuva. Já do lado Peste, pegamos um bonde e voltamos à Rua Váci, onde jantamos no restaurante Rústico. Esse restaurante é um daqueles tipicamente turísticos: grandes, com música regional e pratos tradicionais húngaros. É muito bonito e lotado, o atendimento deixa muito a desejar, pela falta de rapidez e gentileza. Os pratos, no entanto, são bem servidos e gostosos. Pedimos um típico frango empanado, memorável! Ao todo pagamos 9.250 HUF, somando três cervejas.

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