TOSCANA: onde os caminhos são o destino – Cortona

Enfim entraríamos no cenário da romântica história de Sob o Sol da Toscana. Essas imagens contribuíram fortemente para a construção que eu fazia da região e aquele trajeto me deixava bastante ansiosa. Eu imaginava chegar à cidade e dar de cara com Bramasole, a vila de Frances Mayes. O que vi foi uma cidade bastante bucólica que, de certa forma, vive essa história transformada em conto hollywoodiano.

Depois de um maravilhoso café da manhã com bolinhos feitos na hora, saímos de Siena em direção à Cortona. Foram 78Km, mas nem preciso dizer que a distância foi imperceptível diante da beleza do trajeto!

De todas as cidades visitadas na Toscana, Cortona foi a mais tranquila, correspondendo a tudo que desejávamos a essa altura. A própria chegada se constituiu como um grande espetáculo. Cortona fica no topo de uma colina arborizada. A sensação era a de que estávamos entrando em um mundo à parte, com dinâmica própria.

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Subindo até Cortona. Enquanto os telhados começam a despontar, o lindo campo toscano vai se formando lá embaixo.

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Campos ao redor de Cortona, mais planos do que nas demais cidades visitadas

Estacionamos o carro nos arredores e seguimos para a rua principal da cidade, a Via Nazionale. Nesta rua localizam-se galerias, lojas de materiais em couro, lojas de souvenirs, restaurantes e demais estabelecimentos comerciais. Ela desemboca no Piazza della Repubblica, principal praça da cidade, onde localiza-se o Palazzo comunale.

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Comércio na Via Nazionale, Cortona

Galeria na Via Nazionale

Galeria na Via Nazionale

chegando na Piazza della Reppublica pela Via Nazionale. Essa é a bandeira da cidade

chegando na Piazza della Reppublica pela Via Nazionale. Essa é a bandeira da cidade

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Piazza della Reppublica

Palazzo Comunale de Cortona

Palazzo Comunale de Cortona

Visitamos o Duomo di Cortona e a Cattedrale di Santa Maria, andamos pelas redondezas do muro…

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Vista desde o muralha de Cortona

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Fachada do Duomo di Cortona, Cattedrale de Santa Maria

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Nave do Duomo di Cortona

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Torre do Duomo de Cotona vista de longe

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Ruelas de Cortona

… no meio do dia sentamos na praça para tomar um vinho, comer bruschettas e apreciar o movimento, bem menos intenso do que nas outras cidades já visitadas. Ela possui um ritmo lento e pacato.

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Praça central de Cortona

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No almoço, criamos coragem e provamos a típica carne de javali. A experiência foi válida, mas não repetiria. O sabor da carne é muito forte. O gosto é bem próximo da carne de porco, só que mais intenso.

A tarde nos direcionamos ao hotel, há uns 3km do centro. Nos hospedamos na Casa Soleluna, um B&B com ambiente charmoso e aconchegante. O caminho até lá era bastante sinalizado e com o auxilio do GPS o achamos facilmente. A recepção foi excelente. A Cristina é muito simpática e atenciosa, nos deixou à vontade para desfrutar a estadia. O quarto é lindo, acolhedor, limpo, confortável, cuidadosamente decorado e com vista para o campo. O café da manhã é delicioso, preparado pela própria Cristina, com bolos e frutas frescas. Recomendo!

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Fachada do hotel

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Quarto do hotel

No final da tarde, saímos para conhecer a Chiesa de Santa Margherita, que fica no topo de um monte.

No jantar, comemos uma pizza no centro da cidade. Na cidade, a maioria dos estabelecimentos não aceitam cartão de crédito, nem mesmo o hotel em que ficamos hospedadas. O tratamento dispensado as pessoas é muito próximo e pessoal. Os habitantes são muito simpáticos e bastante interioranos. A impressão que dá é que eles tentam se adaptar à enxurrada de turistas que devem ir até lá, assim como nós, motivados pelo romance e pelo filme Sob o sol da Toscana. Percebemos que a a maioria dos turistas do local, não por acaso, são norte americanos.

Somente no dia seguinte fomos em busca da Bramasole, a casa de Frances Mayes, autora do livro Sob o Sol da Toscana. Descobrimos que ela não mora mais lá e, para nossa decepção, que ela também não faz mais bricolagem. A casa estava sendo reformada por uma equipe de trabalhadores devido a uma rachadura na fachada.

Bramasole

Bramasole