BRUXELAS: Flores, chocolates e cervejas – TERCEIRO DIA

Era nosso último dia em Bruxelas e queríamos aproveitar todos os momentos. Tínhamos como intenção visitar os lugares mais afastados do centro, como o Atomium, o Parlamento Europeu e o Parc Cinquentenaire. Após tomarmos nosso café da manhã e fazermos o check-out do hotel, fomos à Gare Buxelles – Midi deixar as malas no guarda volumes. Nosso retorno era somente às 21h e não queríamos passar o dia carregando as bagagens, tampouco confiamos deixar nossos chocolates aos cuidados do hotel.

No entanto, nem tudo saiu como o planejado e, em viagens, isso nunca deve ser tomado como um empecilho. Nessa manhã, tivemos um pequeno problema técnico. Como não tínhamos imprimido as passagens, precisávamos salvar o bilhete eletrônico no celular. Acontece que a internet do hotel tinha caído naquela manhã e não havia nenhuma lan house, café ou qualquer espécie de lugar onde pudéssemos ter acesso a internet nos entornos. Resolvemos, então, que iríamos imprimir as passagens no próprio guichê da empresa de trem, já que estaríamos na estação para guardar as malas. No entanto, o funcionário não conseguiu encontrar nossas passagens no sistema e nos aconselhou ir até um café próximo, único local com wi-fi na estação.

Esse episódio nos fez perceber como coisas aparentemente simples no Brasil podem se transformar em um verdadeiro transtorno em terras alheias. Acesso a internet restrita, lugares fechados em dia de domingo e empresa de transporte ineficiente em serviços foram alguns dos pequenos entraves dessa manhã. Sem falar na falta de solidariedade da recepcionista do hotel que simplesmente se recusou a inserir nosso pen drive no computador deles, mesmo sem internet no hotel.

Esses contratempos não nos desanimaram. Após algumas horas tentando resolver esse problema, aproveitamos os supermercados e as lojas abertas na estação e compramos alguns chocolates do Guylian e do Neuhaus. Resolvemos então dar sequência ao nosso roteiro, pegamos um metrô e fomos conhecer o Atomium (linha 6, estação Heysel). Este foi um passeio interessante e divertido, apesar do longo percurso. O Atomium, que possui 103 metros de altura, é uma estrutura de aço construída para a Exposition Universelle et Internationale de Bruxelles em 1958.

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Atomium

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Uma das escadas com luzes neon do Atomium

Subimos e não nos arrependemos (entrada individual €11). O show de luzes néon, as exposições na parte interna e a vista da cidade são um espetáculo que complementam a apreciação da estrutura do Atomium. Apesar disso, teria dispensado a visita caso tivesse menos tempo. Ao lado do Atomium está localizado o Parc Mini-Europe, repleto de monumentos europeus em miniatura. Não fomos por causa do tempo corrido. Acredito que seja bem interessante para quem curte miniaturas, maquetes…

Almoçamos por ali mesmo, pois nosso dia já estava chegando ao fim e queríamos aproveitar o máximo possível. Compramos um cachorro quente de rua (€5), muito gostoso por sinal, e saímos em direção ao metrô. Fomos em busca de uma exposição fotográfica sobre gênero e feminismo que estava acontecendo no BOZAR – Palais des Beaux-Arts (€12 a entrada individual para as duas exposições) como parte do Summer of Photography 2014.

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Hall central do BOZAR

As exposições Woman. The feminist avant-Garde of the 1970s e Where we’re at! Other Voices on Gender foram de arrepiar. A primeira abordava a obra de artistas feministas consideradas pioneiras no questionamento da feminilidade normativa a partir da arte, enquanto que a segunda girava em torno de representações de gênero não ocidentais, não brancas e não heterossexuais.

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Cartazes das exposições “Woman. The feminist avant-Garde of the 1970s” e “Where we’re at! Other Voices on Gender”, no BOZAR

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Partes da exposição “Woman. The feminist avant-Garde of the 1970s”

Para fechar o dia, voltamos à Place du Grand Sablon, que estava a poucos passos dali. Para tomarmos nossa última cerveja em terras belgas, escolhemos o Bar Leffe que, apesar de ter um ambiente e uma localização agradável, é extremamente pega-turista, cobrando preços elevadíssimos. Comida de razoável para ruim.

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Bar Leffe, nos arredores da Place du Grand Sablon

Passeamos um pouco pela Place du Grand Sablon, onde estava acontecendo uma feira de comida e jogos. Tinha chegado a hora de retornarmos à Paris e nos direcionamos à estação.

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Vagão da segunda classe da empresa Thalys


Observações sobre o hotel em Bruxelas

Ficamos hospedadas no Hotel Motel One Brussels, na Rue Royale. Ele era muito bem localizado, próximo ao Parque de Bruxelas, ao Palais Royale, aos Museus e há uns 10 minutos da Grand Place. Pagamos € 158 pelas duas noites e o café da manhã era  € 7,50 por pessoa. Ao todo, nossa estadia somada aos cafés foram € 198,00.

O hotel é muito bonito. Estilo hotel design de baixo custo, é bem decorado, moderno e novo. O quarto é extremamente confortável e limpo. O ponto fraco é a maneira como o café da manhã é servido. Como se trata de um grande hotel, o número de hospedes é imenso para um buffet pequeno. Além disso, os móveis do lugar são muito bonitos, mas pouco funcionais e insuficientes para a quantidade de pessoas que se acumulam ali.

O serviço também não é muito eficiente. No dia em que chegamos, enfrentamos uma fila demorada para o check-in. No dia em que saímos, a internet não funcionava e os funcionários não sabiam o que fazer. Precisávamos imprimir as passagens e não havia um business center onde pudéssemos fazer isso. No final, ficamos nos perguntando como um hotel tão bom pode ser tão ruim.

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